sábado, 30 de maio de 2015

Gigante asiático levanta-se: China defende seus interesses face aos EUA


Os tempos em que a China era calma e cautelosa com a sua política externa passaram, o gigante asiático está pronto para mostrar os dentes quando os seus interesses estão em causa, declara a revista da Índia Milli Gazette.

No passado, a China tentou influenciar outros países por meio de instrumentos econômicos, usando mecanismos comerciais e financeiros. Mas agora Pequim mostra abertamente que não aprova qualquer intervenção na região da Ásia-Pacífico, que é o seu “quintal”.


Tal mudança para uma política externa mais agressiva é fácil de compreender, porque a China tem o potencial militar suficiente para começar ações mais dominantes ao nível internacional.

Pequim se queixa de vigilância americana no Mar do Sul

De acordo com a revista, durante a última visita de John Kerry a Pequim, a China fez saber aos EUA que o oceano Pacífico é bastante extenso para servir os interesses de ambas as grandes potências. A China ofereceu aos EUA começar a cooperação e o entendimento mútuo no Pacífico.

Enquanto isso, Pequim compreende que não pode agir descuidadamente e opor-se aos EUA sozinha. É a razão porque a China apoia a ideia de um mundo multipolar, no qual coexistem vários líderes regionais. Por meio de tal estratégia e criação de aliados em diferentes partes do mundo, a China planeja enfraquecer os EUA.

A China junto com o seu antigo aliado, a Rússia, tenta desafiar a hegemonia dos Estados Unidos no mundo, escreve a Milli Gazette.

Nesta quinta-feira (28/05) a China avisou os EUA para não empreenderem ações provocatórias no mar da China Meridional. Ao longo das duas últimas semanas a tensão devido à disputa territorial no mar de China Meridional aumentou.



Navios de guerra dos EUA no Mar do Sul da China

No passado, Pequim tem repetidamente dito a Washington para não se envolver em disputas territoriais na região da Ásia-Pacífico, sublinhando que os EUA não têm nada a ver com a situação.

O desejo de Washington de agir como um “policial do mundo” enviando navios militares e aviões para o mar da China Meridional para "patrulhar" o território perto da China poderá levar ao conflito armado entre os dois países.

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